Os 1.753 profissionais selecionados pelo Ministério da Saúde para o primeiro ciclo de inscrições do programa Mais Médicos têm até as 16h deste sábado (3) para confirmar se aceitam ir para o município a que foram designados pelo governo federal para trabalhar nos três anos de contrato. Os que confirmarem serão enviados a 626 municípios do interior do país e de periferias de grandes centros urbanos, com salários de R$ 10 mil.
A homologação dos candidatos aprovados se dará no site do programa (http://maismedicos.saude.gov.br). Após ler o contrato de adesão, os profissionais terão de confirmar virtualmente, clicando em “Li e aceito”, se acatam os termos do Mais Médicos, incluindo o destino escolhido pelo governo de acordo com as opções apresentadas pelo candidato.
Em seguida, informou a assessoria da Saúde, os médicos selecionados têm de imprimir, assinar e enviar ao ministério o contrato de adesão. Na próxima segunda (5), o Diário Oficial da União irá formalizar as primeiras contratações, orientando os profissionais a conferirem seus nomes na página oficial do programa na internet.
A relação dos futuros contratados não será divulgada na publicação oficial porque o fechamento da edição desta segunda ocorreu na última sexta (2).
O número de vagas que não forem preenchidas por profissionais brasileiros será divulgado em 6 de agosto. Até o dia 8, o ministério irá selecionar os médicos do exterior que se inscreveram para o Mais Médicos, que ocuparão vagas dispensadas por brasileiros. A relação dos estrangeiros que serão contratados será publicada em 13 de agosto.
Segundo o governo, 2.379 médicos com
diploma
brasileiro já concluíram a etapa de escolha dos municípios de preferência para trabalhar pelo programa. Deste montante, explicou o ministério, 507 não foram escolhidos nesta etapa por não haver vagas nas cidades que indicaram como suas preferências. Eles poderão ajustar as opções até segunda-feira (5).
Outros 119 descumpriram as regras do edital e só vão poder voltar a se inscrever para a próxima rodada de contratações do Mais Médicos, que terá início em 15 de agosto. As novas etapas de inscrição devem ocorrer com intervalos de 45 dias, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde.
Os médicos selecionados, tanto brasileiros quanto estrangeiros, devem começar a trabalhar no Mais Médicos no início de setembro. Todos os estrangeiros serão avaliados e supervisionados por universidades federais, de acordo com a pasta.
Primeira opção
Dos 1.753 médicos brasileiros escolhidos, 74% foram direcionados para a cidade que era a primeira opção entre as seis que poderiam ser escolhidas, por ordem de prioridade. Outros 232 profissionais vão poder atuar na cidade que foi a segunda opção.
Dos 1.753 médicos brasileiros escolhidos, 74% foram direcionados para a cidade que era a primeira opção entre as seis que poderiam ser escolhidas, por ordem de prioridade. Outros 232 profissionais vão poder atuar na cidade que foi a segunda opção.
A Bahia é o estado que mais deve receber médicos nesta primeira etapa do programa: 161 com diploma brasileiro foram selecionados. Em seguida estão Minas Gerais (159 médicos), São Paulo (141), Ceará (138), Goiás (117), Rio Grande do Sul (107) e Amazonas (73).
Investigação
O Conselho Federal de Medicina (CFM) protocolou nesta quinta (1º) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal (PF) pedindo que as duas instituições investiguem supostos prejuízos causados aos candidatos do programa Mais Médicos.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) protocolou nesta quinta (1º) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal (PF) pedindo que as duas instituições investiguem supostos prejuízos causados aos candidatos do programa Mais Médicos.
Conforme a entidade, que critica a proposta de contratação de médicos estrangeiros para regiões pobres do país, há indícios de falhas nos procedimentos adotados pelo Ministério da Saúde na fase de inscrições ao Mais Médicos.
No documento entregue à PF e PGR, o conselho apontou supostos erros na validação de dados dos formulários e no envio de documentos dos médicos interessados nas bolsas de R$ 10 mil para atuar em regiões pobres do país.
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